sábado, 29 de agosto de 2020

Levítico 7:22-38


(para maior proveito, ore, leia na Bíblia os versículos indicados e medite nos comentários) 


 

Como uma figura da comunhão do crente com Deus e com seus irmãos, a oferta pacífica era a única oferta em que cada um recebia sua porção. Deus tinha Sua parte, a gordura e o sangue, que nos lembram Seus direitos sobre nossa devoção e toda nossa vida. Deus insiste para que a gordura de qualquer oferta nunca fosse consumida, pois ela fala da energia da devoção do Senhor a Seu Pai e, portanto, era somente para Deus. O sangue nunca deve ser comido, e isso é tão verdadeiro hoje como era nessa época (Atos 15:28-29). Quanto à ingestão de gordura, isto era proibido apenas nos casos de animais sacrificados (versículo 25). Mas qualquer que comer sangue era punível com a morte, segundo a lei (versículo 27). Tal sentença não deve ser realizada sob a graça, embora comer sangue é tão seriamente errado hoje como sempre foi. Pois "o sangue é a vida", e devemos reconhecer os direitos de Deus como “O que dá vida”.


Os versículos 28 a 36 mostram que Arão e seus filhos tinham uma parte especial. Embora seja uma continuação da oferta pacífica, é novamente afirmado “Falou mais o SENHOR a Moisés” (versículo 28). Arão é uma figura de Cristo, e seus filhos, os santos de Deus como adoradores. Eles ficavam com o peito movido e a espádua (ombro, versão Darby) alçada (versículo 34), imagem para os remidos da afeição e força que pertencem a Cristo e aos Seus. O sacrifício, evidentemente, fala de Cristo sacrificado no Calvário, mas o peito movido é uma figura do amor de Cristo, indica o calor de Seu amor fluindo agora, a comida maravilhosa para os verdadeiros adoradores se alimentarem. O ombro direito – oferta alçada, representa a ressurreição de Cristo - era para o sacerdote que tinha feito a oferta. Enquanto a oferta movida simboliza Sua ascensão e exaltação celestial, o ombro é uma figura da força, do poder da ressurreição de Cristo. Amor e poder estão combinados nEle. Ele teve o Seu gozo em entregar-Se a Deus.  

 

Isto encerra o assunto das ofertas. Juntando tudo representam a perfeita, porém variada, obra de Cristo na cruz. O tempo que você usar meditando sobre estas ofertas será ricamente recompensado. Deus não usaria sete capítulos se o assunto não fosse importante. Nossos pecados fizeram da cruz algo necessário. 

 

Por fim, o próprio adorador encontrava seu sustento lá. Observe que a comida dos sacerdotes dependia das ofertas pacíficas. A energia espiritual que o crente utiliza no serviço do Senhor flui da comunhão que ele desfruta com o Senhor Jesus. As duas epístolas aos Coríntios confirmam isso. A primeira epístola trata da comunhão, a segunda do ministério. Nosso serviço somente será útil e abençoado na medida em que somos alimentados pelo sacrifício da oferta pacífica perfeita, e seguindo Seu exemplo, apresentando nosso “corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Romanos 12:1). Esse é o segredo, de acordo com o mesmo capítulo, “para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (versículo 2), e ser capaz de realizá-la com alegria (versículos 3 a 8).



Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor nos séculos XIX e XX.





 

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