terça-feira, 2 de junho de 2020

Êxodo 12:17-27


 
(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)

 
Logo após anunciar o último juízo que cairá sobre a terra do Egito, Ele institui a 
Páscoa, para os Israelitas, assim como a Ceia do Senhor (1 Coríntios 11:23-26) é agora para os Cristãos. Este evento marcava o começo de um novo tempo para os israelitas (versículo 2), assim como a morte de Cristo para um crente, uma lembrança perpétua.  

Agora Ele institui a festa dos pães asmos*. "Sete dias" é um período 
"completo", começando imediatamente após a festa do versículo 14. 1 
Coríntios 5:6-8 nos dá o significado desta festa de sete dias para os Cristãos. 

Em toda a nossa vida Cristã, desde o momento em que fomos salvos, devemos agir sinceramente (honestamente, corretamente) e em conformidade com a verdade da Palavra de Deus. O fermento (uma figura do mal, do mal com relação ao pecado. Uma das propriedades do fermento é atingir toda a massa. Por menor que seja, um pecado não confessado tem esse mesmo efeito em nosso ser [individual] ou em uma assembleia [coletivo]) era para ser tirado de suas casas... o mal, com grande cuidado, é para ser tirado de nossa vida (ler mais uma vez e pausadamente 1 Coríntios 5:7-8). Não podemos aceitar a obra de Cristo e desfrutá-la plenamente enquanto não confessarmos e abandonarmos cada pecado do qual estamos conscientes. 
 
Ordenada pelo Senhor através de Moisés no versículo 7, restava uma coisa para os israelitas fazerem: molhar um feixe de hissopo no sangue do cordeiro e passá-lo na estrutura da porta de sua casa. Ao fazer isso, o chefe da casa tinha que crer em duas coisas: primeiro que o Senhor aplicaria juízo; segundo, que o sangue teria o poder de proteger a ele e a sua família. 
 
No versículo 23, vemos mais uma vez a clara distinção que Deus faz entre egípcios e israelitas, hoje, entre crentes e descrentes. Repare no contraste entre “o Senhor passará para ferir aos egípcios” e “o Senhor passará aquela porta e não deixará ao destruidor entrar em vossas casas para vos ferir”. O que faz a diferença para nós que cremos? O sangue do Senhor Jesus e nada mais (veja a metade do versículo). Será que nossos familiares sabem disso? Será que faz com que nossos corações adorem ao Senhor? 
 
Assim como as crianças das famílias judias fizeram, podemos perguntar: "Que culto é este vosso?" (Versículo 26, versão ARC. “Que quereis dizer com este rito?”, versão Brasil). Não é uma imagem do precioso sangue de Cristo nos colocando sob abrigo do julgamento? "Vendo eu sangue" o Senhor tinha declarado (versículos 13), os israelitas não tinham que ver o sangue, mas sabendo que ele estava lá, podiam descansar na Palavra de Deus. O sangue era para os olhos de Deus, Sua Palavra para os ouvidos e corações dos que estavam dentro. Nossa salvação não depende da maneira como apreciamos a obra de Cristo ou a intensidade de nossos sentimentos sobre este assunto. Não, depende do modo como Deus vê e para Ele o sangue do Cordeiro é plenamente eficaz para tirar o pecado. Deus nos livra da ira futura, seu julgamento, de Satanás e do mundo, do qual ele é o príncipe (Gálatas 1:4). Sendo assim, vamos descansar com confiança na obra perfeita realizada por Jesus e aceita por Deus (1 João 1:7). O que era juízo, pelo sangue de Cristo, agora é um escudo. 
 

Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.
 
 
*A palavra "memorial" (versão Darby, memória em outras versões) aparece no versículo 14, e isso descreve o sentido da Páscoa entre os judeus. Deus assegurou a base real e objetiva da libertação do Seu povo do Egito e os manteve com uma lembrança anual dela. Eles muitas vezes não conseguiram observá-la corretamente, ou mesmo observá-la em sua totalidade, mas essa era a Sua intenção. Hoje, a observância da Ceia do Senhor pelos santos tem, entre outras coisas, uma intenção semelhante, como vemos nas palavras do Apóstolo: "todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha" (1 Coríntios 11:26). Devemos mostrar, ou lembrar, Sua morte, estabelecendo assim a realidade objetiva para todos os que têm olhos para ver. 
 
A Páscoa era realizada em poucas horas, enquanto a festa dos pães asmos levava sete dias. A Páscoa foi uma profecia, bem como um memorial para lembrança de um evento passado. A profecia foi cumprida na morte de Cristo que, embora de importância eterna, ocorreu em poucas horas. Mas os sete dias da festa dos pães asmos apresentaram todo um ciclo de tempo, como é significado em 1 Coríntios 5:8. Para cada crente hoje, ela cobre todo o período de sua vida de responsabilidade. Enquanto estivermos neste mundo de pecado, devemos nos manter afastados do "fermento", como aqueles que são, "mortos para o pecado, mas vivos para Deus" (Romanos 6:11). – F. B. Hole

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Êxodo 12:1-16



(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)
 
 
Chegamos agora ao relato da Páscoa em um dos capítulos mais importantes de todo o Antigo Testamento. A redenção anunciada agora será cumprida, ao mesmo tempo em que o mais terrível dos juízos cairá sobre o Egito. O pecado merece a morte e todos pecaram, tanto os israelitas como os egípcios. Mas para os que pertencem ao povo de Deus, um cordeiro irá morrer em seu lugar. Uma imagem clara e comovente de Jesus, "um cordeiro imaculado e incontaminado, que foi verdadeiramente destinado antes da fundação do mundo" e morto no momento indicado por Deus (1 Pedro 1:19). "Um cordeiro... o cordeiro... para si um cordeiro"; isto torna tudo pessoal. Nos apropriamos deste sacrifício; isso é o que significa comer a Páscoa (1 Coríntios 5:7-8). 

Cristo passou pelo fogo do juízo divino, o cordeiro foi assado no fogo. Depois disso nunca deveria ser assado quando guardassem a Páscoa. Era para ser cozido em água como em Êxodo 16:23. Assar coloca o cordeiro diretamente no fogo. O Senhor Jesus foi exposto ao fogo do juízo de Deus na cruz uma só vez. E pensamos em Suas dores com o doloroso conhecimento de que foi o nosso pecado que O levou lá. Isso é o significado das ervas amargas. O cordeiro foi comido por toda a família - os pais com os filhos; Cada um na casa tinha sua parte.  

Caro leitor, você também, pessoalmente, "comeu a páscoa"?  

Pela fé se apropriou da morte expiatória do Senhor Jesus?  

O momento da nossa conversão é uma data inesquecível, o ponto de partida para a vida verdadeira, o novo nascimento do filho de Deus (versículo 2). 


Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.
 

sábado, 30 de maio de 2020

Êxodo 10:24-29; 11:1-10


 
(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)
 
 
Uma após outra, nove pragas caíram na terra do Egito. Resta ainda uma décima, mais terrível que todas as anteriores, cujo significado veremos. Este é o último pedido e o último aviso do Senhor antes que venha castigo final. É possível que cada uma destas pragas condenasse um diferente deus falso dos Egípcios. Mas ela é precedida por uma nova proposta de Faraó: "Ide, servi ao SENHOR; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas" (versículo 24). Era para impedir que o povo oferecesse seus sacrifícios e holocaustos. Vemos nesta proposta os esforços de Satanás para privar-nos daquele que foi o Sacrifício perfeito. Ele faz tudo para impedir o nosso gozo de Cristo, em particular quando nos reunimos em adoração para apresentá-lo ao Pai - (para nós, o partimento do pão). Infelizmente, muitas vezes ele consegue. O resultado para nós é perda, mas pior que isso, Deus é privado da oferta preciosa que Ele espera de Seus filhos redimidos. De uma maneira mais geral, a resposta de Moisés nos lembra que Deus tem direitos não somente sobre nós, mas sobre tudo o que possuímos. 
 
“Para que saibais que o SENHOR fez diferença entre os egípcios e os israelitas” (Versículo 7), nos fala outra vez do quanto o Senhor Se agrada em Seu povo e pode mostrar Seu poder a eles. A porta a esta graça está para ser fechada para sempre. No Egito (uma figura deste mundo) o castigo de Deus estava para cair. 
 
Moisés “saiu de Faraó em ardor de ira” (versículo 8). Veremos que em várias ocasiões este homem de Deus estava sujeito à ira, mas ele era "mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra" (Números 12:3: ver Êxodo 16:20 e 32:19, Levítico 10:16, Números 16:15 e 31:14). Mas, neste momento, tratava-se da glória de Deus e do bem de Seu povo. Nossa ira sempre tem uma causa tão justa? 
 
Em Êxodo 10:28, Faraó diz a Moisés: “Vai-te de mim”. Em Lucas 8:37, uma multidão pediu isso para Jesus - E toda a multidão da terra dos gadarenos ao redor lhe rogou que se retirasse deles. E Jesus os deixou imediatamente. Isso nos faz meditar, o quanto desejamos ficar na presença do Senhor e ou desejamos Ele fora para não "atrapalhar" nossa criação de porcos. 
 
*Apenas para lembrar: Êxodo 11:8 se refere ao mesmo tempo que Êxodo 
10:28-29, de modo que Êxodo 11:1 até o meio de Êxodo 11:8 ocorreu antes de Êxodo 10:28-29. (L. M. Grant) 


Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Êxodo 10:12-23




(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)

 

 

O oitavo castigo, não há comida. Tudo o que havia sobrado é agora destruído pelos gafanhotos. Uma praga terrível! "Eu pequei", repete Faraó com evidente má fé, com o único objetivo de ser libertado dos gafanhotos. Faraó agora está com pressa, e sua confissão vai além da anterior. Mas ele está interessado somente em se livrar dos problemas (veja a palavra "somente" duas vezes no versículo 17). Mas um homem não pode zombar de Deus. Faraó deixou que o momento do perdão passasse (Jeremias 46:17) e o Senhor endurece novamente seu coração. 

Então vem a escuridão, o nono castigo, três dias inteiros de uma escuridão que se pode “tocar”, que se pode ser sentida!  Há novamente uma grande diferença entre os Egípcios e os Israelitas.

 

Será que existe diferença entre nosso lar e um lar mundano? 

 

Moisés não faria concessões de espécie alguma (maravilhoso exemplo para nós), e Faraó sela seu próprio destino ao recusar se submeter a Deus. 

A escuridão foi um sinal de grande importância para os egípcios. O sol, a fonte de luz, de calor, de vida, que eles adoravam como um deus (Ra), se mostra impotente perante o Criador do universo. Mas em todas as casas dos filhos de Israel havia luz. "Para que todo aquele que crê em mim, não habite nas trevas", declara o Senhor Jesus (João 12:46 - JND). E ainda: " Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida" (João 8:12). No meio de um mundo cheio das sombras do pecado, o crente ainda pode desfrutar da presença da luz: Cristo fazendo Sua morada nele (João 14:23). Para o crente tudo é claro: o estado do mundo, seu futuro, a condição de seu próprio coração. Ele sabe onde pode pisar com segurança. O que ele faz pode ser visto por todos (Lucas 11:36).

 

 

Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.

 

 

Comentários de L. M. Grant sobre as pragas 

 

Praga no. 8 - Gafanhotos (versículos 1 a 20)

 

Novamente o Senhor lembra a Moisés que Ele próprio endureceu o coração de Faraó e os corações de seus servos, a fim de mostrar publicamente os Seus sinais diante deles, bem como que as grandes obras de poder de Deus podem ter um efeito muito real na geração atual de Israel e nas gerações vindouras para que percebessem que era realmente o Senhor da glória vivo que estava tratando com eles (versículo 1 e 2).

 

Por ordem do Senhor, Moisés estendeu sua vara sobre a terra do Egito e o vento oriental soprou dia e noite trazendo consigo um enxame de gafanhotos como nunca antes fora, nem depois virão (versículo 14). Toda a terra do Egito sofreu com isso, toda a sua vegetação verde foi completamente consumida (versículo 15).

 

O choque a Faraó foi tão grande que ele chamou apressadamente para Moisés e Aarão, dizendo-lhes novamente que tinha pecado contra o Senhor e contra Israel e implora que pudessem perdoar o seu pecado desta vez e pedir ao Senhor para tirar este terrível sofrimento.

 

Através da intercessão de Moisés, Deus novamente deu alívio ao Egito, enviando um vento ocidental fortíssimo que levou todos os gafanhotos com ele para afogá-los no Mar Vermelho (versículo 19). No entanto, em Seu governo soberano, Deus endureceu o coração do Faraó, de modo que ele ainda se recusava a permitir que Israel partisse.

 

 

Praga no. 9 – Escuridão

 

A nona praga não foi anunciada. O Senhor simplesmente diz a Moisés que estenda sua mão para o céu e trevas espessas caíram sobre toda a terra do Egito por três dias, uma "escuridão que podia ser apalpada". Uma figura da escuridão espiritual que a descrença prefere (João 3:19), mas que os homens não acham tão desagradável enquanto a escuridão não é mostrada pelo menor raio de luz.

 

Eles voluntariamente escolhem a escuridão ao invés da luz, e mais tarde descobrem que não é o que eles pensavam que fosse. Mas os israelitas não foram afetados. Eles tinham luz em suas casas, enquanto os egípcios estavam totalmente na escuridão.

 

Claro que isso foi milagroso, mas os cristãos hoje têm luz espiritual, enquanto todo o mundo está em escuridão. Mais uma vez Faraó chamou Moisés com outra oferta comprometedora. Ele permitiria que até mesmo suas crianças saíssem com Israel, mas na condição de deixar os seus rebanhos. Tentações como essa também vêm a nós através dos desejos pecaminosos de nossos corações, mas devemos lembrar que nossas posses também pertencem ao Senhor e devem ser usadas somente para Ele. Moisés recusa essa oferta. Os sacrifícios a Deus devem ser feitos dos animais que possuíam. Ele insiste: "Nem uma unha ficará" (versículos 25 e 26).

 

Recusando-se a submeter-se a Deus, Faraó permite nesta ocasião que seu temperamento arda com raiva contra Moisés. Ele diz a Moisés que saia de sua presença e que não volte a ver seu rosto, ameaçando-o de que, se ele ver sua face novamente, ele morrerá. Moisés, contudo, responde a ele com palavras solenes: "Bem disseste; eu nunca mais verei o teu rosto" (versículo 29). Mas não foi Moisés quem morreu: foi Faraó! - uma vítima de sua própria loucura. Deve-se observar que Êxodo 11:8 se refere ao mesmo tempo que Êxodo 10:28-29, de modo que Êxodo 11:1 até o meio de Êxodo 11:8 ocorreu antes de Êxodo 10:28-29.


quinta-feira, 28 de maio de 2020

Êxodo 10:1-11




(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)

 

 

"Pequei", admite Faraó (Êxodo 9:27). Isso é um arrependimento verdadeiro? Não. Assim que cessou a saraiva, ele continua pecando (Êxodo 9:34) e propositalmente endurece seu coração. Mas dali em diante é o Senhor quem endurece o seu coração (versículo 1). Quão sério é isso! Deus fala uma vez, duas vezes, (Jó 33:14) e ainda mais vezes. Então um dia é tarde demais, Sua paciência tem tempo e limite. 

 

Leitor, quantas vezes Deus falou com você?

 

Assim diz o SENHOR...: Até quando recusas humilhar-te diante de mim? Isso é o que muitos crentes hoje não estão querendo fazer! Mas é a única "estrada" para a bênção de Deus na vida (medite em Tiago 4:9-10).

 

Agora são os gafanhotos que ameaçam a já arruinada terra do Egito. Os servos de Faraó argumentam com ele que o Egito estava sofrendo. Eles não se importavam com Deus. José salvou o país, Faraó está arruinando-o. Do mesmo modo, Satanás arrasta o mundo até sua perdição, seu derradeiro desastre.

 

Agora uma nova sugestão é oferecida a Moisés: que somente os adultos saiam para realizar a festa. As crianças permanecerão na terra. Esta é a maneira pela qual Satanás se esforça para manter seu domínio sobre as almas através de afeições naturais e laços familiares. Faraó estava querendo deixar os homens de Israel saírem de modo que tivessem que voltar para seus lares e suas famílias. Faraó não queria a separação total do povo de Deus. Satanás é assim hoje. Mas leia novamente a bela e impressionante resposta de Moisés no versículo 9. Nenhum membro da família da fé, por menor que seja, deve permanecer em poder do Inimigo. 

 

Jovens, não pensem que o cristianismo é apenas assunto de seus pais. A casa cristã forma uma entidade, um todo, e é por isso que lhe pedem que siga os seus princípios, que se adapte aos seus costumes e as suas renúncias, mesmo que ainda não tenha pessoalmente compreendido o valor e a necessidade de tudo isso.

 

 

Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.

 

 

Comentários de L. M. Grant sobre as pragas 

 

Praga no. 8 - Gafanhotos (versículos 1 a 20)

 

Novamente o Senhor lembra a Moisés que Ele próprio endureceu o coração de Faraó e os corações de seus servos, a fim de mostrar publicamente os Seus sinais diante deles, bem como que as grandes obras de poder de Deus podem ter um efeito muito real na geração atual de Israel e nas gerações vindouras para que percebessem que era realmente o Senhor da glória vivo que estava tratando com eles (versículo 1 e 2).

 

Moisés e Arão se puseram novamente diante do faraó para repetir a exigência de Deus, que ele se humilhasse perante o Senhor e deixasse ir Israel. Eles o deixam com o aviso de que caso ele ainda se recusar, Deus traria um enxame de gafanhotos na terra do Egito, que cobriria a face da terra e consumiria tudo o que sobrou no Egito. Eles também encheriam as casas, causando angústia como nunca tinha acontecido (versículos 3 a 6).

 

A advertência era alarmante o suficiente para os servos de Faraó que eles próprios apelam para que faraó deixar ir Israel em vez de continuar a sofrer os severos sofrimentos de Deus (versículo 7). Perguntaram-lhe se ainda não sabia que o Egito está destruído. Por isso Faraó trouxe Moisés e Arão outra vez, dizendo-lhes que Israel pode ir, mas com reservas. Quem são aqueles que iriam? Moisés respondeu: "Havemos de ir com nossos meninos e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, e com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque festa do SENHOR temos" (versículo 9). Não tem acordo. O crente deve ser para o Senhor, sua casa e tudo o que possui também. Que todo filho de Deus tenha o mesmo propósito de coração como Moisés.

 

Mas Faraó não aceitou isso. Ele tentou intimidar Moisés, advertindo-o de que se todos eles saíssem, eles teriam sérios problemas e implicariam que não podiam depender de qualquer ajuda real do Senhor estando com eles (versículo 10). Ele só daria permissão para que os homens fossem sabendo que logo retornariam por causa de suas famílias. Moisés e Arão foram expulsos da presença de Faraó (versículo 11). Esse é o orgulho obstinado de um homem ímpio do mundo, influenciado por Satanás!

 

Por ordem do Senhor, Moisés estendeu sua vara sobre a terra do Egito e o vento oriental soprou dia e noite trazendo consigo um enxame de gafanhotos como nunca antes fora, nem depois virão (versículo 14). Toda a terra do Egito sofreu com isso, toda a sua vegetação verde foi completamente consumida (versículo 15). O choque a Faraó foi tão grande que ele chamou apressadamente para Moisés e Aarão, dizendo-lhes novamente que tinha pecado contra o Senhor e contra Israel e implora que pudessem perdoar o seu pecado desta vez e pedir ao Senhor para tirar este terrível sofrimento.

Através da intercessão de Moisés, Deus novamente deu alívio ao Egito, enviando um vento ocidental fortíssimo que levou todos os gafanhotos com ele para afogá-los no Mar Vermelho (versículo 19). No entanto, em Seu governo soberano, Deus endureceu o coração do Faraó, de modo que ele ainda se recusava a permitir que Israel partisse.


quarta-feira, 27 de maio de 2020

Êxodo 9:17-35




(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)
 

Uma sétima praga é anunciada: o granizo. E ela vem com um aviso especial dado mais pessoalmente a Faraó.  

Ele tinha seu lugar de autoridade dada por Deus (veja Romanos 13:1), mas estava pensando muito de si mesmo e não obedecia a Palavra de Deus. Ele devia sua própria vida a Deus (Êxodo 9:16-17) mas não queria admitir isso. Se os líderes se voltam contra Deus, não podemos seguir seu exemplo, mas agir por fé por nós mesmos. 

Pela primeira vez vemos alguns egípcios temendo a palavra do Senhor (9:20) e colocando seus rebanhos em abrigos. O propósito das catástrofes que Deus permite que aconteçam é para lembrar aos homens de Sua presença. Estamos hoje tão orgulhosos de todo o progresso científico que o homem acredita que é capaz de controlar as forças da natureza. Então, para lembrar quem é o Dono do mundo, Deus permite desastres naturais, calamidades imprevisíveis (terremotos, epidemias, invasões de insetos), que mostram ao homem a criatura insignificante que ele é e humilha seu orgulho (Jó 38:22-23). Deus busca por todos os meios possíveis voltar os pensamentos dos homens para Ele. Na verdade, muitas vezes por conta desta chamada de atenção, os leva a refletirem e se preocuparem com seu destino eterno. Quantas almas em angústia encontraram em Jesus o abrigo, não apenas contra as tempestades deste mundo, mas contra o juízo eterno! 

No versículo 27, a primeira confissão de pecado vinda de Faraó, mas será que sentia isso?  
Moisés podia ver que Faraó não estava do lado de Deus, mas Moisés agindo com misericórdia roga outra vez por aqueles que não podiam rogar por eles mesmos. O Senhor é honrado e Faraó se torna mais responsável do que nunca por suas tolas ações. 
 
Deus mede cuidadosamente a extensão e duração da prova. Ela não vai além do que Ele permite. O linho e a cevada são feridos, mas não o trigo e o centeio (versículos 31 e 32). Quanto ao seu povo amado, eles gozam de Sua maravilhosa proteção durante todo o período da tempestade (versículo 26).


Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.


Comentários de L. M. Grant sobre as pragas  
 
Praga no. 7 – Granizo com fogo (versículos 13-35) 
 
Mais uma vez o Senhor ordena a Moisés que repita a mesma mensagem a Faraó (versículo 13), acrescentando que continuará a enviar pragas a Faraó, aos seus servos e ao seu povo, até que Faraó fosse cortado da terra (versículos 13 a 15). Mais do que isto, é dito que o próprio Deus havia levantado Faraó com o propósito de fazer dele uma exibição do poder superior de Deus, e que através de toda essa história o nome de Deus seria declarado por toda a terra (versículo 16). Assuntos como este certamente seriam relatados em todo o mundo. 

Como Faraó continuava a exaltar-se contra o povo de Deus e, portanto, contra o próprio Deus, foi dito a ele que no dia seguinte Deus enviaria uma “saraiva mui grave”, tal como o Egito nunca havia experimentado antes. Mas ele também é gentilmente advertido de que os animais deixados fora seriam mortos. Alguns dos servos de Faraó temeram a Palavra do Senhor e deram atenção ao aviso e, claro, seus animais estavam seguros, mas outros que não tinham respeito pela Palavra de Deus sofreram as consequências. (versículos 20 e 21). 

Quando Moisés agiu de acordo com a Palavra de Deus, estendendo a mão para o céu, a saraiva foi acompanhada de trovões e relâmpagos, fogo correu pelo chão, um castigo que afetou a terra do Egito mais severamente do que qualquer coisa conhecida anteriormente, danificando toda a vegetação, quebrando árvores, além de matar rebanhos e pessoas que permaneceram fora. Outra vez a terra de Gósen foi poupada, de modo que Israel permaneceu à salvo de tudo isso. 

Este terrível sofrimento foi tão alarmante para Faraó que ele chamou Moisés e Arão (versículo 27) e disse: "Eu pequei desta vez" e admite que o Senhor é justo e ele e seu povo perversos. Ele não precisava ter dito isso, embora fosse verdade, mas certamente deveria ter dito isso quando prometeu deixar Israel ir se a praga fosse interrompida (versículo 28). 

Por causa de sua promessa, porém, Moisés concordou em pedir ao Senhor para remover a praga e ela cessaria imediatamente. Moisés deixou a cidade, dando testemunho do fato de que a terra é do Senhor (versículo 29). No entanto, Moisés acrescenta que sabia que Faraó e seus servos continuariam provando ser rebeldes (versículo 30). É dito aqui que apenas as culturas iniciais (linho e cevada) foram arruinadas, não as culturas posteriores (trigo e centeio). 

Como Moisés havia dito, o Senhor deu descanso do granizo, e novamente Faraó cumpriu a predição de Moisés, endurecendo seu coração ao recusar deixar ir Israel. 
 

terça-feira, 26 de maio de 2020

Êxodo 9:1-16




(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)
 

Uma praga “gravíssima” cai agora sobre o gado. Deus poupa os rebanhos de Israel, pois serão necessários para fornecer cordeiros para a Páscoa, e depois para outros sacrifícios. Em seguida, sarna explode nos homens e nos animais. O coração do rei permanece endurecido, embora - observe a expressão - foi em seu coração que o Senhor está enviando todas estas pragas (versículo 14). Como explicar esta fúria de Faraó contra Israel? Satanás sabe que deste povo um dia deve nascer o Messias que, maior do que Moisés, virá para libertar os homens de seu jugo e será seu vencedor. Então, ele mantém Israel em cativeiro o maior tempo possível. Mas esta obstinação só consegue demonstrar ainda mais o poder de Deus e declarar o Seu nome em toda a terra (versículo 16 citado em Romanos 9:17). 

Colocado na presença do poder de Deus, mas também a Sua misericórdia que tirou as rãs, os piolhos e os enxames de moscas... o orgulhoso Faraó endurecendo deliberadamente seu coração cada vez mais e recusa a se arrepender.  

Quantas pessoas endurecem seu coração na presença do maior de todos os milagres da graça: o Filho de Deus morrendo pela salvação da humanidade perdida! 


Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.


Comentários de L. M. Grant sobre as pragas  
 
Praga no. 5 – Doença nos rebanhos (versículos 1 a 7). 
 
Novamente o Senhor pede para que Moisés repita seu pedido a Faraó para deixar o povo ir. Desta vez, Ele adverte que caso Faraó recuse, enviará uma pestilência gravíssima sobre todos os rebanhos do Egito, uma doença que levaria a morte, mas Israel seria imune a ela. A lição destacada aqui refere-se que a ganância egoísta do homem eventualmente destrói aquelas coisas que são necessárias para servir a seus interesses. Por exemplo, os homens recorrem a greves, manifestações por direitos civis, etc., para exigir o que eles chamam de seus próprios direitos, mas eles sempre se tornam os perdedores. O versículo 6 nos diz que "todo o gado do Egito morreu". No entanto, o versículo 19 indica que havia gado no Egito na época da sétima praga. A resposta pode ser que a palavra "todos" no versículo 6 não pretende ser absoluta, mas usada em sentido geral, ou então outros animais poderiam ter sido trazidos depois da quinta praga. Faraó mandou ver para descobrir que nenhum dos animais dos israelitas foram afetados, mas apesar disso endureceu seu coração contra o Senhor. 

 
Praga no. 6 – Sarna (versículos 8 a 12) 
 
Neste caso, não houve aviso. O Senhor ordenou a Moisés que tirasse cinzas de um forno em suas mãos e sob o olhar de Faraó as espalhasse para o céu, evidentemente jogando-as para cima, para que o vento as dispersasse em todas as direções. Ao fazer isso, as cinzas tornaram-se uma poeira fina, trazendo consigo uma infecção tal que produzia úlceras nas pessoas e animais. 

Os mágicos não fizeram nenhuma tentativa de imitar este milagre, porque eles próprios foram atingidos e provavelmente não queriam ter mais sobre eles! Esta praga mostra a corrupção moral pessoal que resulta da resistência à verdade da Palavra de Deus. Mas mesmo isso não persuadiu Faraó a se arrepender de seu estado de obstinação ao recusar a Palavra de Deus para deixar Seu povo ir.