quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Levítico 6:8-30


(para maior proveito, ore, leia na Bíblia os versículos indicados e medite nos comentários)


 

Voltamos agora a oferta queimada. Estas "leis" descrevem como a oferta devia ser feita. Nesta oferta todo o sacrifício era queimado. Uma figura de Cristo entregando-Se completamente a Deus. Existe aqui dois pontos principais:  

(1) o fogo nunca devia se extinguir. Deus nunca Se esquece da obra que Cristo fez na cruz, mesmo se o Seu povo vier a dormir e a se esquecer do fogo que está aceso.  

(2) As cinzas sempre são um lembrete de que o fogo esteve ali. O fogo do juízo (castigo) caiu sobre nosso bendito Senhor Jesus, não deixando nada além de cinzas - a recordação de Sua morte. 

 

Observamos o paralelo que existe entre os quatro principais sacrifícios e os aspectos em que cada um dos quatro evangelistas apresenta a obra de Cristo. Em João, Jesus é o holocausto Santo, Aquele que o Pai ama porque Ele deu a Sua vida (João 10:17-18). Lucas nos leva a admirar a vida do homem perfeito, do qual fala a oferta de manjares. Marcos coloca diante de nós o Servo de Deus, representado pelo sacrifício da consagração, ou oferta pacífica. E finalmente Mateus, mais do que os outros, O proclama como Aquele que "salvará o seu povo dos seus pecados" (Mateus 1:21).  


Os capítulos 6 e 7 falam novamente destes quatro tipos de sacrifícios para estabelecer a lei concernente a eles, em outras palavras, a maneira na qual o sacerdote devia oferecê-las. Quão cuidadosos os sacerdotes precisavam ser!  Será que entendemos o quão cuidadosos devemos ser acerca das pequenas coisas que fazemos? O sacerdote tinha que comer esta oferta pelo pecado.  

 

Naqueles dias existia uma diferença entre os sacerdotes e o povo.  Hoje, todo crente no Senhor Jesus (homem ou mulher) é um sacerdote (1 Pedro 2:5 e 9). Estes versículos de 1 Pedro 2 são muito importantes. Cada crente, assim como Cristo, é também uma pedra viva. Porém mais que isso, cada crente é agora um sacerdote! Estamos capacitados a oferecer sacrifícios espirituais (não animais mortos como estamos vendo) a Deus. Eles são aceitáveis a Deus por Jesus Cristo. Não precisamos de nenhum outro homem para estar entre Deus e nós. Não há lugar para alguém (padre, pastor, ministro, reverendo entre outros) se colocar entre os crentes e Deus.  

Isso é uma negação da verdade do Cristianismo. A Bíblia deixa isso bem claro (1 Timóteo 2:5). Rabino, sacerdote, ministro, padre são coisas que os homens criaram.  

Trata-se de uma mistura das religiões judaica e cristã. E você não pode misturar as duas. O próprio Senhor estava ensinando isto em Mateus 9:16-17.  

 

O holocausto deveria ser contínuo (versículo 13), a oferta de manjares "estatuto perpétuo" (versículo 18). Já observamos o temor do israelita que nunca estava seguro de ser aperfeiçoado pelos mesmos sacrifícios oferecidos continuamente. O capítulo 10 de Hebreus nos mostra o sacerdote que "aparece a cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios", seu trabalho nunca terminava. Mas, em seguida, o mesmo capítulo apresenta Jesus que, tendo feito “um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus”... PARA SEMPRE (Hebreus 10:1, 11-12).  



A LEI DA OFERTA DO PECADO (versículos 24-30)


O versículo 25 é uma repetição do que antes foi dito do sacrifício pelo pecado. Era para ser morto no mesmo lugar que o holocausto, perante o Senhor. Era coisa santíssima. Mas o versículo 26 acrescenta algo que não havia sido dito antes: o sacerdote que o ofereceu comeria sua carne no lugar santo. Isto seria no caso do pecado de um governante ou de alguém do povo, pois nos casos em que o sangue da oferta pelo pecado era levado para o santuário, nada deveria ser comido pelo sacerdote.


O comer da oferta do pecado pelo sacerdote significa que ele entrou em contato e sentiu a seriedade do pecado como se fosse seu, assim como o Senhor Jesus confessou os pecados de Israel como se Ele tivesse sido responsável por eles (Salmo 40:12, 69:5-6). O que tocasse a carne do animal seria santo, isso nos fala de qualquer conexão pessoal com o sacrifício de Cristo como sendo o meio de nos santificar da culpa do pecado, pois o toque fala do toque da fé.


Assim como todos os que são constituídos santos por tocar a carne da oferta pelo pecado, somos informados de que toda a roupa sobre a qual o sangue do sacrifício foi aspergido seria lavada com água (versículo 27). As vestes falam de hábitos, e se nossos hábitos são trazidos em contato com a verdade do derramamento de sangue de Cristo, esses hábitos devem ser purificados da impureza pela lavagem da água pela Palavra de Deus.  



Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor nos séculos XIX e XX.




 

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