quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Números 4:1-15

(para maior proveito, ore, leia na Bíblia os versículos indicados e medite nos comentários)


  

Vemos com que cuidado o Senhor guardava as coisas santas do tabernáculo. Antes dos Coatitas saírem a carregar suas partes, Aarão e seus filhos deviam entrar e cobrir a mobília santa. Estes itens eram cobertos enquanto eram levados através do deserto.


Era trabalho exclusivo dos sacerdotes preparar os utensílios do tabernáculo para transporte. Ninguém podia ver, mas eles contemplavam a arca e os outros objetos e vasos santos que estavam lá. Ninguém tocava, mas eles colocavam sobre eles as coberturas adequadas. Apenas quando coberto pelos sacerdotes era que coatitas podiam transportá-los. Se esses objetos, que eram apenas sombras das coisas que virão do próprio Cristo e do Espírito Santo, somente eram expostos a olhos sacerdotais, podemos levar nosso coração a realidade mais santa, agora revelada a nós, apenas é apreendida quando assumimos nossos privilégios sacerdotais no poder do Espírito. Podemos tentar ir além do que nos é revelado, mas apenas para nossa própria ruína.


Embora diferentes  as funções de um e de outro, as funções dos coatitas, dos gersonitas e dos meraritas eram todas relacionadas ao tabernáculo. Eles tinham que desmontá-lo, transportá-lo e reerguê-lo etapa por etapa através do deserto. Se há "diversidade de ministérios" (1 Coríntios 12:5), todos estão relacionados a Jesus, nosso Senhor, e cada crente tem de fato a mesma tarefa: apresentar Cristo ao passar por este mundo e manifestar Suas diversas glórias morais. Na palavra e no servir, os servos do Senhor são responsáveis por manter o ensino cristão intacto e vivo.


Ao longo de sua passagem pelo deserto, a maior parte dos utensílios ficavam ocultos sob a humilde pele de texugo, nos lembrando que os crentes têm seu tesouro - Cristo - "em vasos de barro... (2 Coríntios 4:7). Existia uma exceção: a arca, coberta com um pano azul, símbolo do caráter celestial do Deus e Homem caminhando aqui neste mundo. O castiçal era levado sobre barras (ou varais) e era reconhecido por todos, figura do testemunho prestado no mundo por Aquele que é a Luz dele (João 8:12). O altar de bronze sob seu pano púrpura (versículo 13), é um constante lembrete para os redimidos, passando pelo mundo, dos sofrimentos de Cristo e das glórias que o seguem.



Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor nos séculos XIX e XX.


 

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Números 3:39-51


 (para maior proveito, ore, leia na Bíblia os versículos indicados e medite nos comentários)


  

Os sacerdotes e Moisés viviam no lado Leste. Eles não carregavam nada. Seu trabalho começava apenas quando o arraial parava. Os sacerdotes eram designados para a adoração a Deus.


Diferente dos demais filhos de Israel, os levitas foram numerados desde a idade de um mês. Considere o pequeno Samuel, Jeremias (Jeremias 1:5), João Batista (Lucas 1:15), Paulo (Gálatas 1:15).  No momento apropriado, sua separação precede o chamado ao serviço do Senhor. O jovem Isaías, logo que ele ouviu a boa notícia de que "a sua iniquidade foi tirada, e o seu pecado perdoado", ele estava pronto para responder espontaneamente ao chamado do Senhor: "Eis-me aqui; envia-me a mim" (Isaías 6:7-8). Desde sua visão no caminho para Damasco, Paulo aprende da boca do Senhor que ele estava designado para ser "ministro e testemunha" (Atos 26:16). 

Para o pouco trabalho que precisava ser feito, parece que havia muitos levitas, mais de 8500 (capítulo 4:48). Mas no Evangelho, o Senhor diz; "a seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos" (Mateus 9:37). Ah! se cada crente executasse seu serviço, o campo logo seria colhido, ou seja, os eleitos logo evangelizados e recolhidos. Infelizmente, muitos trabalhadores estão dormindo. Outros, agitados em locais do acampamento que não são o que o Senhor preparou para eles. Eles fazem um trabalho ruim. Qual o valor da verdade, se não estamos caminhando nela para a glória do Senhor?


Ao invés de cada primogênito de todo o arraial ser dedicado a Deus (Êxodo 13), os Levitas como um grupo foram dedicados a Deus como representando os primogênitos. Em nosso capítulo, o princípio da redenção como anterior ao serviço de Deus é novamente enfatizado.


Na nova criação, Cristo é apresentado como sendo o "primogênito de toda a criação" (Colossenses 1:15). Ele é também as "primícias" da grande seara de Deus (1 Coríntios 15:20-23). Portanto isso implica que há mais fruto por vir. Os crentes são este fruto. Assim, estando em Cristo, os crentes são resultados do Primogênito (Colossenses 1:15). Veja Números capítulo 7:6-9 para entender o que Deus provia para os Levitas conforme o peso de suas cargas. Lembre-se disso quando você achar que tem uma carga pesada!


Nenhum redimido pertence a si mesmo, pertencemos a Deus. Se por graça se voltou para Deus dos ídolos, como no caso dos tessalonicenses, é "para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro" (1 Tessalonicenses 1:9). O mesmo ensino é derivado no final do nosso capítulo. Os levitas substituíram os primogênitos em Israel, isto é, aqueles que a graça divina libertou da morte em virtude do sangue do cordeiro. Em outras palavras, cada redimido se torna um servo daquele que o salvou da morte e o arrebatou do poder do mundo e do seu “príncipe”, Satanás. 


Não estamos entre os "primogênitos" na família de Deus através da abundância dos privilégios que recebemos? Que o Senhor nos leve a consciência de seus direitos sobre nossas vidas (2 Crônicas 29:11).



Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor nos séculos XIX e XX.





sábado, 24 de outubro de 2020

Números 3:17-38


(para maior proveito, ore, leia na Bíblia os versículos indicados e medite nos comentários)


  

A tribo de Levi, revestida de especial honra, é agora dividida em três famílias, Gerson, Coate e Merari. 

Cada uma dessas famílias tem seu próprio serviço, especialmente escolhido pelo Senhor. 

Temos nestes primeiros capítulos de Números "guerreiros (soldados), adoradores e servos". 

Vimos 

(1) uma nação de guerreiros, reunidos ao redor de seus estandartes; vestidos com toda a armadura de Deus e prontos a lutar pela verdade; 

(2) uma tribo de servos - a tribo de Levi; e agora 

(3) uma família de adoradores - a família de Aarão. 

Certamente deveríamos nos deliciar em adorá-Lo exatamente da maneira que Ele nos disse para fazer e deveríamos servir com alegria o Senhor em tudo o que Ele possa nos guiar.


Assim como ninguém tinha o direito de escolher o lugar para a sua tenda, nenhum levita poderia decidir livremente qual serviço ele desejava realizar. O que temos que fazer não é necessariamente o que nos interessa, o que parece combinar com nossas capacidades ou o que podemos ver diante de nós. É o que o Senhor quer que façamos. "...há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo", afirma 1 Coríntios 12:5. Ele é o verdadeiro Príncipe dos príncipes sobre todos os cargos (versículo 32) e Ele sozinho está em posição de decidir a função de cada indivíduo na assembleia (Efésios 4:11-13). Imagine o que aconteceria em uma linha ferroviária, se o responsável pela sinalização decidisse um dia trocar de emprego ou se o responsável pela cancela de cruzar a linha do trem abandonasse seu posto. Que confusão e quais catástrofes seriam o resultado!


Veja como o Senhor escolheu algo especial para cada família fazer. Podemos pensar que se trate de uma honra muito maior levar a arca, do que levar as estacas - mas seja o que for que o Senhor escolhesse para cada um fazer, aquilo era um privilégio especial. Conforme 1 Pedro, capítulo 2, todos os crentes são sacerdotes e é nosso privilégio adorarmos e servirmos, mas tudo deve ser feito em conformidade com o modo como o próprio Senhor nos guia. Os sacerdotes eram todos iguais, e faziam a mesma obra, mas isso não acontecia com os levitas, onde cada um tinha uma obra individual a fazer (Números 4:19).


Vamos organizar nossos pensamentos a respeito desses arranjos enquanto o arraial estava acampado. O tabernáculo ficava no centro. Três tribos do povo estavam em cada um dos quatro lados. Mas então havia um grande espaço vazio entre o Tabernáculo e o povo. Nos lados Oeste, Sul e Norte, nesse espaço vazio estavam os Levitas, para o serviço, armando o Tabernáculo, guardando-o e desmontando-o. Ao Leste estavam os sacerdotes. Todos os quatro grupos eram da família de Levi.


No entanto, qualquer que fosse a atividade dos levitas, cada uma das três famílias acampava perto do tabernáculo (versículo 23, 29, 35). Nos lembramos daqueles trabalhadores na época de Davi que "moravam ali com o rei para o servirem" (1 Crônicas 4:23 – versão Brasil). "Quem está mais próximo de Cristo o servirá melhor e sem essa proximidade não pode servi-Lo" (J.N.D.).


Mas lembre-se de algo importantíssimo, a salvação vem antes de qualquer serviço ou ministério. Devemos ouvir a Deus e temer a solene advertência do Senhor Jesus e de Seu apóstolo (Mateus 7:22; 1 Coríntios 9:27).



Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor nos séculos XIX e XX.





sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Números 3:1-16


(para maior proveito, ore, leia na Bíblia os versículos indicados e medite nos comentários)


  

No terceiro capítulo, chegamos a mais detalhes sobre o que nos interessa ainda mais, não a ordem geral do alistamento de Israel, mas o que diz respeito ao serviço dos levitas. Isso tem uma ligação especial com nossa caminhada aqui neste mundo. O sacerdócio é tão notável no livro de Levítico quanto o serviço levita no livro de Números. A este respeito, Levítico não é um nome feliz para o livro. A verdade é que a maior parte dos detalhes sobre os levitas é encontrada em Números e não em Levítico. Devemos lembrar que o nome "Levítico" não é dado pela inspiração divina: é meramente um nome tirado da versão grega; ou seja, é um nome humano. Não hesito, portanto, em fazer essa observação. O modo de referência em hebraico para esses livros era a mera citação da primeira palavra em cada livro. 


No livro de Números, então, onde nós temos a caminhada para a terra prometida, o serviço encontra seu lugar de destaque. No livro que desenvolve o acesso a Deus, o sacerdócio se sobressai tanto quanto o serviço levita aqui. O cristão é tanto um sacerdote quanto alguém a serviço de Deus. Somente o sacerdócio estabelece a proximidade ao próprio Deus no santuário celestial - não mais em figura, mas em verdade, enquanto que o "serviço levítico" tem a ver com o serviço do santuário enquanto o povo de Deus está passando pela terra. É necessário dizer que as funções sacerdotais do crente têm um caráter muito superior ao seu “serviço levítico”, se nos expressarmos figuradamente. Em um caso, temos que ver com o próprio Deus; nos aproximamos no sentido do que Cristo é para Ele, bem como para nós. No outro, temos o que é um dever santo; no entanto, é um dever que tem a ver com o homem e a Terra em nossa passagem por este mundo. É deste último que vamos começar a tratar em mais detalhes a partir deste capítulo 3.


Com o arraial de Israel organizado, Deus está para indicar determinadas famílias para determinados trabalhos. Mas primeiro é contada uma triste história. (E não é sem razão de ser). O sacerdote devia tomar fogo do altar e acrescentar incenso para apresentá-lo ao Senhor (Levítico 16:12-13). Nadabe e Abiú foram ao lugar certo, e eram filhos de Aarão o sacerdote, mas tomaram o fogo de um lugar diferente do altar, e Deus os matou por meio de fogo (Levítico 10:1-2). Isto nos ajuda a lembrar que Deus não Se agrada de qualquer pretensão de adoração que não tenha início na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo e no sangue que Ele derramou ali.


Então vemos que Senhor separou os filhos de Levi para fazê-los servidores do santuário. Colocados à prova por ocasião do juízo que se seguiu ao bezerro de ouro; foram achados fiéis (Êxodo 32:26-29; Malaquias 2:4-6), e assim eles são escolhidos para o serviço de Arão e de toda a congregação (versículo 7). Agora seus filhos são convidados a se aproximar e estar diante do Sumo Sacerdote para o serviço. Esta é uma figura do privilégio que pertence a cada cristão: servir ao Senhor e a Assembleia, impossível um sem o outro! Devemos sempre lembrar disso: antes de servir de forma inteligente, devemos nos apresentar diante do Senhor. E de que maneira, de forma prática, podemos estar diante Dele? Você não acha que é através da oração? É com os joelhos no chão que o cristão sempre começa seu trabalho. 


Algumas das palavras empregadas pelo Espírito Santo neste livro lançam luz sobre a natureza do compromisso exigido no cumprimento do ministério do santuário. Mesmo aqui, elas indicam a necessidade de qualidades de soldado. A palavra "guarda" (ou serviço em outras traduções) nos versículos 7 e 8 sugerem a atividade de um sentinela, isto é, vigilância. Isaías 21:8, "fico no meu posto todas as noites". Que o Senhor nos conceda estar entre aqueles que sabem como vigiar por e sobre o povo de Deus. Também a palavra alistar no contexto de Números 4:3 traz à mente o serviço de guerra, trabalho, sofrimentos.


Nos versículos 12 e 13, o Senhor lembra quando e como Ele consagrou aos Levitas. Quando Deus matou os primogênitos do Egito, Ele queria que todos os primogênitos (homens - Êxodo 13:12) de todas as tribos de Israel fossem Seus. Aqui Ele diz que tomará a tribo de Levi ao invés daqueles primogênitos. Todos os Levitas pertenciam especialmente ao Senhor, e eram privilegiados e responsáveis por servi-Lo. A noite da Páscoa, para nós corresponde à cruz, marcou sua separação (leia 2 Coríntios 5:15). Mais ainda, esses servos são "dados" a Arão e a seus filhos (versículo 9). Não é assim que o nosso grande Sumo Sacerdote designa os seus discípulos amados em oração a Seu Pai? Eles são "aqueles que me deste" (João 17:9, 12, 24...).



Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor nos séculos XIX e XX.





quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Números 2:1-34


 (para maior proveito, ore, leia na Bíblia os versículos indicados e medite nos comentários)


 

Os crentes não são chamados a atravessar o "deserto" por conta própria. Para conscientizá-los de que eles são um povo, uma família, o Senhor os reúne em torno de si, então, neste segundo capítulo é estabelecido o arranjo do acampamento. E aqui temos outro princípio importante apresentado para nós, o tabernáculo era o centro e as tribos estavam todas dispostas a partir dele. Imagine como seria. O Senhor no centro de todo o grande arraial; a arca está lá; a nuvem de Sua glória sobre o tabernáculo. Ao redor, cada um tinha seu lugar designado.


Primeiro os levitas, então, em uma ordem em que sua própria escolha não fazia parte, as doze tribos acampavam em grupos, três tribos sob uma bandeira, em cada um dos quatro pontos cardeais. Deus não é Deus de confusão (1 Coríntios 14:33). Em Sua soberana sabedoria, Ele “colocou os membros no corpo, cada um deles como quis" (1 Coríntios 12:18). Ele determinou o lugar onde Ele quer que cada um deles esteja. Que Ele nos ajude a encontrar nosso lugar! 


Não era manifesto para eles como é para nós hoje, que "as coisas visíveis são temporais". Nossa atenção deve estar concentrada nas coisas invisíveis que são eternas. A presença de Deus entre o Seu povo hoje não é visível.


No versículo 2, o trecho “à alguma distância” (versão Brasil) deve ser observado. Em Efésios, lemos que os gentios estavam "longe" em contraste com os judeus, que estavam "perto". Mas a proximidade de Israel era apenas relativa. Os sacerdotes e os levitas armavam suas tendas ao redor do tabernáculo e o povo tinha que permanecer à margem, pois sempre havia o medo da ira sobre eles, como afirmado no versículo 53 de Números 1 (versão Brasil). 

Vemos que a ordem do arraial não foi deixada à vontade ou desejo daquele povo. Se eles tivessem desobedecido sob a falsa noção de que eles conheciam uma ordem melhor, eles simplesmente teriam produzido desordem.

Nisto, vemos uma lição para nós. Em 1 Coríntios 14, temos o apóstolo Paulo instruindo a ordem na assembleia cristã e dizendo que o que ele escreveu "são mandamentos do Senhor". Muitas desordens foram produzidas por deixar de lado ou ignorar esses mandamentos.


A palavra "estandarte" (ou bandeira) é mencionada com frequência. 

Todo homem em Israel não devia apenas conhecer sua família, mas também reconhecer onde aquele determinado estandarte era levantado. 

Que confusão teria sido se cada homem decidisse por si próprio onde iria armar sua própria tenda. Muitos cristãos levantam bandeiras de acordo com sua própria ideia ou para sua conveniência. Ao nosso redor vemos aqueles que levantaram suas próprios bandeiras. Eles vão "à igreja de sua escolha". Eles usam um nome. O nome de um homem, de uma organização ou doutrina é para eles como uma bandeira, um ponto de reunião que os distingue dos demais. Deus não reconhece essas denominações, essas bandeiras inventadas pelo homem. Ele só reconhece o Centro que Ele próprio estabeleceu: Jesus, "o verdadeiro tabernáculo", que reúne os filhos de Deus que estavam dispersos, Aquele que “traz a bandeira* entre os dez mil" (Cantares 5:10). Que felicidade seria se nós que somos crentes nos lembrássemos disso. 

A Palavra de Deus é clara, "Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, aí estou Eu no meio deles", Mateus 18:20. 

Que possamos nos reunir em torno do estandarte que Deus proveu, a pessoa do próprio Filho de Deus e Seu nome digno. 

Assim era no princípio do Cristianismo - Atos 2:42.


*Nota: O significado mais preciso é "levantado como uma bandeira" (nota JND).



Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor nos séculos XIX e XX.





quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Números 1:38-54


 (para maior proveito, ore, leia na Bíblia os versículos indicados e medite nos comentários)

 


Todos os filhos de Israel registrados neste capítulo atravessaram o Mar Vermelho no ano anterior. Eles foram "batizados em Moisés na nuvem e no mar"; eles haviam compartilhado de todos os privilégios pertencentes ao povo do SENHOR: o maná, a água da pedra (1 Coríntios 10:2-4). Mas, dos mais de seiscentos mil mencionados no versículo 46, quantos chegaram à terra prometida? Apenas dois, em quem Deus pode ter prazer porque tinham fé (1 Coríntios 10:5 e Hebreus 11:6). Entre as multidões daqueles que hoje levam o nome de cristãos, somente o Senhor sabe quantas almas realmente pertencem a Ele (2 Timóteo 2:19). É necessário repetir que não é o batismo, mas a fé em Jesus Cristo que nos torna membros do povo de Deus. 


Todo esse povo teve que declarar sua descendência. A prova hoje é a descendência “espiritual”. Em Filipenses 3, vemos que Paulo, era "um hebreu de hebreus", nem uma gota de sangue gentio entrou em sua descendência, e ele considerou tudo por perda “pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus”, para "ganhar a Cristo" e ser "achado nele". 



Os filhos de Levi não foram contados entre os homens de guerra (versículo 47). Isso nos mostra que força e poder não são levados em conta para o serviço do Senhor. Observe, no entanto, que na atual dispensação o crente deve assumir ambas as funções: soldado e servo. Ele deve ser como Timóteo para combater “o bom combate da fé" (1 Timóteo 6:12) e, ao mesmo tempo, como o jovem Arquipo, pronto para cumprir o ministério que recebeu no Senhor (Colossenses 4:17). Mas existe uma característica que antecede estas duas: adorador. Sem o “primeiro amor”, o combate já está perdido e o serviço perde o sentido. Os Levitas cuidavam do tabernáculo. Eles o desmontavam, montavam, e o guardavam armando suas tendas ao redor dele. Quantos detalhes e que cuidado! Assim podemos dizer que eles eram guerreiros... trabalhadores... adoradores. O apóstolo Paulo foi chamado para ser nosso “padrão”, nele vemos essas três qualidades. Assim somos nós.



Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor nos séculos XIX e XX.





terça-feira, 20 de outubro de 2020

Números 1:22-37

 


(para maior proveito, ore, leia na Bíblia os versículos indicados e medite nos comentários)


 

Todo homem de cada tribo é cuidadosamente questionado quanto aos ancestrais de sua família. 

Esperamos que você seja capaz de dizer "Pertenço à família de Deus". 

Somos introduzidos em uma nova família, e nos alegramos de ler que somos agora "da família de Deus". Efésios 2:19 (nossa própria jornada no "deserto" começa quando nascemos de novo).


Em alguns países, Vinte anos ainda é hoje a idade em que os jovens são chamados para o serviço militar. Reconhecido como capaz de carregar armas, o recruta tem uma obrigação para com o seu país. Assim que é chamado, ele renuncia a sua independência para se submeter a serviços coletivos; ele aprende o respeito a seus superiores, o significado da disciplina, do dever e da honra; ele é treinado em combate... (Lucas 7:8). 

Este "prestar o serviço militar" certamente tem uma aplicação espiritual para cada jovem cristão. Desde o dia da sua conversão, "um bebê em Cristo" é imediatamente "capaz de sair à guerra". 

A família de Deus é composta de "filhinhos", de "jovens" e de "pais" (1 João 2:13...). E, como em toda família em que há crianças em diferentes idades, a família de Deus, embora unida pela mesma vida e por direitos idênticos, inclui diversos níveis de capacidade e responsabilidade. Mas deve haver crescimento (compare Lucas 2:40 e 52). Chega um momento em que a pequena criança deve se tornar um jovem no sentido espiritual, forte, com experiência de vencer o inimigo (1 João 2:14) até a maioridade segundo Hebreus 5:14. 

Já chegamos a este ponto? Ou fizemos pouco progresso desde nossa conversão?



Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor nos séculos XIX e XX.