quarta-feira, 10 de junho de 2020

Êxodo 15:17-27


 
(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir) 

 
Até o versículo 16, o cântico dos filhos de Israel celebra o que o Senhor acabou de fazer para Seu povo. Os versículos 17 e 18 proclamam o que Ele fará no futuro. O Senhor os guiou para fora do Egito, agora Ele os guiará para "dentro" da terra, e há a necessária direção entre uma coisa e outra (versículo 13). 
Será que podemos confiar nEle? 

Os frutos da vitória são vistos pela fé. Deus preparou para Si: 
1 - Uma herança, 
2 - Uma habitação, 
3 - Um santuário, 
4 - Um reino. 
Em sua primeira epístola, Pedro nos mostra a nova forma das coisas que essas bênçãos levam na dispensação cristã (Leia 1 Pedro 1:4; 1 Pedro 2:5, 9). 
 
As pessoas, agora resgatadas, estão no caminho para a terra prometida. Da mesma forma, nossa carreira cristã começa com a conversão e seu fim é em glória. Mas entre os dois estão as experiências no deserto. A primeira dessas grandes lições é Mara. Mais uma vez as coisas parecem ruins - apenas água amarga. Assim como essas águas amargas, o Senhor permite que encontremos em nosso caminho circunstâncias dolorosas e decepcionantes. Mas assim que compreendemos que essas aflições são permitidas para o nosso bem, assim que colocamos nelas o poder da cruz de Cristo, então, sem qualquer mudança nas circunstâncias, elas deixam de ter um gosto amargo e até encontramos alegria e consolo nelas (leia Romanos 5:3 em diante, 2 Coríntios 12:9). O "lenho" (ou madeira em outras versões) é exatamente a recordação da cruz de Cristo. Quando introduzimos os pensamentos da cruz em nossa "amargura" na vida, o resultado é doçura. Estamos então em posição de apreciar Elim, este lugar de descanso e repouso, imagem da reunião de crentes onde Deus ordenou a bênção (Salmo 133:3). Graça, sempre em graça, abundância de boa água e descanso. 
 

Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.

*Elim: Doze Fontes e Setenta Palmeiras  
Todavia, o deserto tem os seus Elins bem como os seus Maras; as suas fontes e palmeiras, bem como as suas águas amargas. "Então, vieram a Elim, e havia ali doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali se acamparam junto das águas (versículo 27). O Senhor graciosa e ternamente prepara verdes lugares no deserto para o Seu povo; e embora sejam, quanto muito, oásis, refrescam, todavia, o espírito e animam o coração. A permanência temporária em Elim era evidentemente calculada para tranquilizar os corações do povo e fazer cessar as suas murmurações. A sombra agradável das suas palmeiras e as águas refrescantes das suas fontes vieram muito a propósito, depois da provação de Mara, e realçam à nossa vista as virtudes preciosas daquele ministério espiritual que Deus provê para o Seu povo no mundo. Os números "doze" e "setenta" estão intimamente ligados com o ministério. 

Mas Elim não era Canaã. As fontes e as palmeiras eram apenas um antegozo desse país ditoso que estava situado para lá dos limites do deserto estéril, no qual os remidos acabavam de entrar. Davam refrigério, sem dúvida, mas era refrigério do deserto: era apenas momentâneo, destinado em graça, a animar os espíritos deprimidos e a dar-lhes vigor para a sua marcha para Canaã. Assim é, como sabemos, com o ministério na Igreja; é um suprimento gracioso para as nossas necessidades, destinado a refrescar, fortalecer e encorajar os nossos corações "até que todos cheguemos à medida da estatura completa de Cristo" (Efésios 4:13). 

Extraído de Notas sobre o Pentateuco - Mackintosh

terça-feira, 9 de junho de 2020

Êxodo 15:1-16



(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)
 
 
No capítulo 12 eles tiveram o sangue; no capítulo 13:21 e 14:20, eles tiveram a coluna; e em nosso trecho de hoje eles tem o cântico. (Coisas diferentes, mas todas elas símbolos dAquele Jesus que atende todas as nossas necessidades). O cântico de Israel foi baseado no que Jeová fez no Egito; (nosso gozo está baseado no que Cristo fez no Calvário, Romanos 5:11).  
 
Qual a relação entre cruzar o Mar Vermelho e a história dos remidos do Senhor Jesus? Cruzar o Mar Vermelho é uma referência clara a obra de Cristo e nossa libertação. A Páscoa representa a libertação do juízo de Deus, e de Deus contra o pecado, o Mar Vermelho ilustra a libertação do poder de Satanás, e de Deus para o pecador. A morte é vencida; o povo de Deus de agora em diante é tirado deste "presente mundo perverso" (Gálatas 1:4 – versão Brasil), ressuscitado com Cristo no outro lado da morte. Cristo não é apenas Aquele que salva, mas Aquele que conduz os louvores no meio da congregação (Salmo 22:22, Hebreus 2:12)  
 
"Então, cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico..." (versículo 1). É o primeiro cântico nas Escrituras. Como poderia o povo ter cantado sob o fardo dos egípcios? (Salmo 137:4). Mas agora a alegria enche os corações de todos os remidos. Conduzidos por Cristo, o verdadeiro Moisés, temos o privilégio de louvar Aquele que nos libertou das poderosas ondas da morte e do poder do inimigo. Ao longo de toda a história de Israel - e para nós por toda a eternidade - honra e glória serão dadas Aquele que secou o mar, as águas do grande abismo, e " que fez o caminho no fundo do mar, para que passassem os remidos" (Isaías 51:10). 


Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Êxodo 14:15-31



(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)

 

 

O povo concluiu que era incapaz de libertar a si mesmo. Sua posição era desesperadora... Agora Deus pode agir. Ele diz: "Que marchem!" Como, com o mar a sua frente, o Senhor pode dizer: "Marchem"? Mas a fé é obediente e conta com Deus. Somente quando colocamos em prática a verdade de Deus em nossa vida que o poder de Deus será visto em nós.

 

O anjo de Deus põe a coluna de nuvem entre o acampamento de Israel e os egípcios. O Senhor faz o que ninguém mais poderia fazer, e até os Egípcios sabiam disso (versículos 24 e 25). Agora, do que o povo tem medo? Lembre-se de que Deus sempre se colocará como uma proteção entre nós e nossas dificuldades. De dia e de noite, Seu cuidado opera para nos proteger de perigos que muitas vezes não sabemos. Isso é a verdadeira libertação!

 

Novamente, encontramos as fases dela em três versículos do Salmo 136: "Àquele que dividiu o mar Vermelho em duas partes; porque a sua benignidade é para sempre. E fez passar Israel pelo meio dele; porque a sua benignidade é para sempre. Mas derribou a Faraó com o seu exército no mar Vermelho; porque a sua benignidade é para sempre (versículos 13 a 15).

 

A morte não apenas perdeu seu poder sobre os crentes, mas tornou-se sua aliada, sua armadura e sua fortaleza. Por Sua morte, Cristo destruiu aquele “que tinha o império da morte, isto é, o diabo” e libertou “todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão" (Hebreus 2:14-15).

 

O tempo entre os capítulos 13 e 14 é como o crente hoje que foi redimido pelo sangue de Cristo, mas não tem a certeza de ter sido liberto do poder de Satanás.

 

Cruzar o Mar Vermelho foi a maior manifestação do poder de Deus no Antigo Testamento, mas a maior manifestação de Seu poder em todos os tempos foi ressuscitar Jesus de entre os mortos.

 

 

Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.

 

 


sábado, 6 de junho de 2020

Êxodo 14:1-14




(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)
 
 
Enfim começa a longa jornada. O Senhor disse a Moisés exatamente onde ir. (Isso é tudo o que nós crentes precisamos entender - Ele guia. Mas temos que obedecer). Isso talvez tenha feito Seu povo pensar que seus inimigos, os egípcios, haviam sido liquidados. No entanto, aqui estão eles, levados por um empenho equivocado, reagrupando-se e partindo em perseguição contra o povo. Os israelitas parecem estar presos numa armadilha. Em frente está o Mar Vermelho; atrás vem Faraó com seus carros e seus capitães. Que terror, que gritos de aflição! Mas o povo deve aprender que para o Senhor não existe uma dificuldade grande. Pelo contrário, quanto maior a prova, mais Deus tem a oportunidade de demonstrar Seu maravilhoso poder. 
 
Exteriormente parecia que tudo era contra os Israelitas. Até eles próprios ficaram desencorajados e com medo. De um lado a espada (Faraó) e do outro uma parede (Mar Vermelho) Que lição para nós! Quando surge uma dificuldade, uma situação que parece não ter saída, como reagimos? Muitas vezes ficarmos preocupados ou agitados. Mas o que Moisés diz para Israel? Ele começa tranquilizando a todos: "Não temais..."; então proclama como eles serão libertos: "O Senhor pelejará por vós". Filipenses 4:6 nos diz, " Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas". Manter a paz significa não fazer nada e, ao mesmo tempo, evitar que nossa mente seja de qualquer maneira agitada. Esta batalha não dizia respeito ao povo; era entre o Senhor e os egípcios. Aquele que tinha guardado Seu povo fora da ação do anjo destruidor, não seria capaz de livrá-los das mãos dos homens? 
 
Em momentos assim, nossa incredulidade aparece, e com ela o medo. A mesma pessoa que adora ontem (Êxodo 12:27), é a mesma que hoje se deixa abater esperando pelo pior. Seguir pelos caminhos definidos por Deus pode nos levar a situações que parecem impossíveis... aos nossos olhos. Cercados pela morte por todos os lados - morte por afogamento à frente, morte por fome no deserto ao redor e morte pela espada de Faraó atrás. Mais adiante, muitos deles irão morrer no deserto, não porque Deus ou Moisés falhariam, mas "por causa da incredulidade" (Hebreus 3:19). Mas não agora. Agora vemos como a fé age. Ela coloca toda a segurança em Deus e em sua palavra. Que possamos descansar na divina promessa: “eis que Eu estou convosco todos os dias”. 


Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Êxodo 13:11-22



(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)
  
  
"Naquele dia contarás a teu filho" ordena o versículo 8. Mas no versículo 14 prevê que serão os filhos que perguntarão a seus pais. É uma situação feliz quando as crianças, vendo seus pais se comportando de forma diferente do mundo, fazem estas perguntas. Que eles possam perguntam sempre! 
  
O versículo 19 é o cumprimento do juramento para com José (Gênesis 50:25). Os ossos do patriarca devem acompanhar o povo de Deus em sua peregrinação. Uma figura de Cristo no poder de Sua morte levado conosco enquanto passamos pelo deserto deste mundo! (2 Coríntios 4:10). 
  
Os filhos de Israel partiram. Mais tarde Deus se lembrará deste dia em que Ele os tomou pela mão "para tirá-los da terra do Egito" (Jeremias 31:32). Eles terão um longo caminho a percorrer (versículos 17 e 18) para que tenham tempo para aprender as importantes lições que o Senhor deseja ensinar a eles, assim como nós. Mas Deus não apenas traçou um itinerário para Seu povo. Ele deseja que Sua presença os acompanhe na forma da coluna de nuvem durante o dia e de fogo pela noite. Que terno cuidado e proteção de Deus! Ele os guardou de ficarem desencorajados (versículo 17), os guiou como seu Líder, os protegeu do calor do sol, lhes deu luz e calor à noite (versículo 21) e nunca interrompeu Seu cuidado! (versículo 22) E Ele faz muito mais hoje, pois fomos redimidos pelo sangue do Seu Filho unigênito. Jesus fez esta promessa aos Seus: "Eis que eu estou convosco todos os dias" (Mateus 28:20). 


Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.


Êxodo 12, 13 - JG Bellett - Cavenagh, 1866) 
 
No início de Êxodo 12, encontramos a alteração na contagem do início dos anos. Não é dito porquê, mas simplesmente, "Este mês será para vós o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano". Isso era uma indicação clara para o povo de Israel de que eles entrariam em alguma nova conexão com Deus assumindo algum novo caráter diante Dele ou seriam reconhecidos em alguma nova relação; e que isso era necessário. "Este mês será para vós o princípio dos meses". E isto foi dito a eles enquanto ainda estavam no Egito, o lugar de morte e juízo, o lugar da natureza ou da carne. 

Essa indicação dada logo no início foi rapidamente explicada. "Deus é Seu próprio intérprete", no instante seguinte em que a congregação é apresentada ao Cordeiro de Deus, cujo sangue era para protegê-los do destruidor; isto é, ser a sua súplica cheia e a resposta ao trono do juízo onde a justiça senta. 

Isto é simples, claro e abençoado. Isso é ensinado imediatamente para Israel - que o novo caráter no qual eles agora deveriam andar com Deus era o de um povo comprado pelo sangue, uma geração redimida e resgatada. Esta era a forma pela qual a nova vida, o novo ano, no qual eles agora estavam entrando, deveria tomar. Esta foi sua nova criação, seu segundo nascimento. Eram novas criaturas, sendo pecadores reconciliados. 

Esta verdade toma forma do Novo Testamento em 2 Coríntios 5:16-19. A nova criatura é aquele pecador que anda com Deus na fé e no sentimento de reconciliação. "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação". Este é o homem que começa o novo ano, entrando em uma nova vida, sendo uma nova criatura, como um pecador reconciliado pelo sangue pascal de Jesus. Assim declara 1 Pedro 1:25. Ele é declarado ter nascido de novo pela palavra do Evangelho pregada e que o Evangelho é a mensagem da redenção pelo sangue do Cordeiro. Com isso, ele se torna um tipo das primícias das criaturas de Deus (Tiago 1). 

A intimação da nova criatura que tivemos aqui neste capítulo 12 de Êxodo é assim logo interpretada – e a interpretação é confirmada por uma e outra passagem no Novo Testamento. Mas há muito mais do que isso em analogias entre esses dois capítulos e as passagens do Novo Testamento. 
*A estrutura de João 3 é semelhante a Êxodo 12. Em João, o Senhor começa dizendo sobre a necessidade de nascer de novo ou de ser uma nova criatura, mas não sem depois interpretar como isso deve ser (Ver versículo 3 e depois 14 e 15) 

No final do capítulo 12, encontramos Israel, agora redimido, agindo sobre os outros. Eles são ensinados a lidar com "estranhos". Eles deveriam dizer que eram bem-vindos para entrarem nas regiões da nova criação, como havia sido com este povo - para que pudessem comer da páscoa ou celebrar a redenção com eles; somente que seriam circuncidados assim como foi com eles. Eles devem renunciar a si próprios na carne, ou na condição de criação antiga, e então podem entrar no novo ano com eles, a nova vida, a nova criação de Deus em Cristo Jesus. Não deve haver confiança na carne, mas uma alegria em Cristo Jesus – isto é a circuncisão (Filipenses 3:3). 

Em Atos, este é o principal testemunho formal e o depositário deste ministério evangélico dos redimidos. Lá, os santos são vistos dirigindo-se a "estranhos", e fazendo isso no modo simples destas passagens- Êxodo 12:43-49. Que possamos “respirar” a atmosfera do Novo Testamento quando lemos estes versículos. Estamos em companhia do Espírito que mais tarde anima o livro dos Atos. Na reconciliação do sangue pascal, o sangue do Cordeiro de Deus, dizemos a tudo ao nosso redor, que o reino sobre o seu novo nascimento, sobre a sua fé Naquele que morreu por nossos pecados e foi ressuscitado para Nossa justificação é Dele. "Somos embaixadores de Cristo, como se Deus vos rogasse por nós", ainda dizemos a "estranhos", "sede reconciliados com Deus" (ver o capítulo já citado, 2 Coríntios 5:20 e 21).

Quão doce, quão convincente, quão precioso é isso, assim, nos encontramos na mente e com os princípios do Novo Testamento ao lermos estes primeiros oráculos no Antigo! Mas há mais disso. 

O santo deve cuidar de si mesmo, bem como ao dirigir-se a "estranhos". E cuidar de si mesmo, encomendar os seus caminhos e nutrir a sua alma, nas peculiaridades do chamado de Deus e segundo a mente do Espírito. Isso é o que encontramos em Êxodo 13; e isso também encontramos, formalmente e caracteristicamente, nas epístolas do Novo Testamento. 

No capítulo 13, vemos o Israelita de Deus, agora redimido pelo sangue e colocado na presença e comunhão com Deus, andando de acordo com este seu lugar e seu chamado. Ele encontra suas fontes em Deus, seus motivos e aprovações, e secretas virtudes eficazes naquilo que Deus fez e tem feito por ele. Purificando a si mesmo, guardando a festa dos pães asmos, ele entrega-se e dedica-se, tornando seu novo nascimento e seu primogênito ao Senhor; e se for perguntado para ele o motivo de toda essa limpeza de si mesmo, por que toda esta devoção, ele simplesmente fala o que o Senhor fez por ele, quando ele estava no Egito, um escravo no lugar de morte e de juízo. Isso é tudo o que ele tem a dizer, embora ele seja desafiado repetidas vezes. Suas fontes de vida moral são conhecidas por virem da salvação de Deus. 

Isto é verdadeiramente abençoado. Isto diz ao Deus vivo: "Todas as minhas fontes estão em Ti". E este é o idioma da nova criatura em Cristo Jesus, como vemos nas epístolas do Novo Testamento. De modo que, neste capítulo 13, ainda estamos, como já disse, na atmosfera do Novo Testamento. Pois lá estão as misericórdias que recebemos, as promessas que nos foram feitas, a graça que trouxe a salvação, o fato de que fomos comprados por um preço, o grande mistério do Evangelho de que somos lavados de nossos pecados, redimidos, santificados, que são reconhecidas como as fontes de todo comportamento moral e devoção pessoal - naturalmente tem sua eficácia em nós pela presença e poder do Espírito Santo. (Ver Romanos 12, 2 Coríntios 7, Tito 2, 1 Coríntios 6, Romanos 6) 

E outro lembrete do caráter que encontramos no Novo Testamento está nos versículos 3, 4 deste mesmo capítulo 13. Ali, Israel é chamado a "lembrar-se" do dia de sua libertação. Isto é certamente, como destaquei, no caráter ou espírito do Novo Testamento. Tanto é assim que a ordenança permanente no meio dos santos hoje é uma festa de lembrança (1 Coríntios 11:23-26). E outras passagens também do Novo Testamento nos ensinam que essa lembrança deve ser o principal tema da eternidade ou da vida dos redimidos em glória (Apocalipse 1:5, 5:9) 

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Êxodo 12:40-51; 13:1-10



(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)

 

 

Deus faz com que tudo comece do dia da redenção (Êxodo 12:2, 1 Reis 6:1). Ele institui a páscoa como um estatuto perpétuo. O pensamento do inimigo em relação ao Cordeiro é que "não haja mais memória do seu nome" (Jeremias 11:19). Mas Deus, para quem a obra de Seu Filho tem grande valor, cuida para que sua memória seja perpetuada. Deus declara: "...esta é a noite do Senhor, que devem guardar" (versículo 42), e mais adiante "Lembrai-vos deste mesmo dia" (13:3). Ao instituir a Ceia no lugar da Páscoa, o Senhor Jesus pediu aos Seus que fizessem isso em memória Dele (1 Coríntios 11:24 e 25). Você respondeu a esse desejo do Senhor?

 

Agora que eles haviam sido redimidos pelo sangue do cordeiro, eram o povo de propriedade de Deus. Estavam prontos para estar com Ele nessa longa jornada... eram agora um povo santo. Cada bebê recém-nascido deve ser lembrado como pertencendo ao Senhor. (versículo 13:2). Um cordeiro precisava ser sacrificado para aquele menino

 

No capítulo 13, o Senhor declara seus direitos sobre as almas que Ele acabou de redimir no capítulo 12. Alguns crentes, em particular os filhos de pais cristãos, estão convencidos de que são salvos e não levam em conta a consagração que devem seguir. Mas a mesma voz que diz: "Quando eu ver o sangue passarei" (Êxodo 12:13), agora exige: "Santifica-me todo o primogênito... é meu" (13:2). 

 

Vemos que a festa da páscoa estava intimamente associada com a festa dos pães asmos. Isso nos mostra que estar sob o abrigo do sangue de Cristo e a necessidade de uma vida santa são duas verdades inseparáveis para os filhos de Deus (leia também Tito 2:14).

 

 

Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.


quarta-feira, 3 de junho de 2020

Êxodo 12:28-39




(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)
 
 
O versículo 27 termina dizendo que aquele povo adorou a Deus. No 28, que eles obedeceram a todas as instruções que Deus tinha dado. A obediência é sempre o caminho de bênção. Enquanto os israelitas estão em suas casas comendo a páscoa sob a proteção do sangue do cordeiro, na noite lá fora reina o terror e a desolação. O destruidor passa, atingindo os primogênitos, e um grande grito desesperado enche todo o Egito. Uma noite de morte para todos, primeiro o cordeiro dos israelitas, depois os primogênitos dos egípcios. É a décima e última praga, a imagem de um juízo infinitamente mais solene, o que a Escritura chama de segunda morte, reservada para aqueles que não se colocaram sob o abrigo do Cordeiro de Deus. "Choro e ranger de dentes" nas "trevas exteriores", o Senhor falou três vezes estas palavras no Evangelho de Mateus. Os que estavam protegidos pelo sangue tiveram de permanecer em casa até a manhã. Enquanto o juízo caia sobre o mundo egípcio, seus filhos permaneceram seguros. Ao amanhecer, sua libertação estava consumada. Nós atravessamos a noite deste mundo para o brilho da manhã que está chegando. Graças a Deus, a eficácia do sangue de Cristo permanece durante toda a noite.  
 
Nenhuma diferença entre o cativo na prisão e o próprio Faraó (versículo 29). E também não haverá diferença quando todos os mortos, "pequenos e grandes", ficarão diante do grande trono branco de Apocalipse 20. 
 
Para os filhos de Israel agora é o tempo de sua partida. Eles comeram a páscoa com pressa, com os lombos cingidos, os sapatos nos pés e o cajado na mão (versículo 11) mostrando assim que eles são um povo separado, estrangeiros, prontos para partir a qualquer momento. Nós também não somos? Através de nosso zelo por Deus, nosso desapego das coisas desta terra, nosso modo de vida sóbrio, resumindo, por toda a nossa conduta, as pessoas ao nosso redor deveriam ver que sendo comprados pelo sangue do Cordeiro, estamos prontos, para a qualquer momento, partir para o nosso eterno lar. 
 
 
Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.

 
Comentários de L. M. Grant sobre as pragas  
 
Praga no. 10 – Morte dos primogênitos (versículos 29 e 30) 
 
À meia-noite, o terrível juízo de Deus caiu como Ele havia advertido (versículo 29). No Egito não havia uma casa onde não houvesse pelo menos um morto. Todos os primogênitos no Egito foram tomados, exceto, aqueles que em casas aspergiram o sangue do cordeiro. Evidentemente, os egípcios não dormiam profundamente naquela noite, pois eles, Faraó e seus servos levantaram-se à noite em terrível alarme. Provavelmente tinham medo do que aconteceria, apesar de terem recusado o aviso de Moisés. A amarga agonia da terra deve ter sido indescritível.